Manoel de Barros, o apanhador de desperdícios….

“Ele tinha no rosto um sonho de ave extraviada.
Falava em língua de ave e de criança.
Sentia mais prazer de brincar com as palavras
do que de pensar com elas.
Dispensava pensar.
Quando ia em progresso para árvore queria florear.
Gostava mais de fazer floreios com as palavras do que de fazer ideias com elas.”

Trecho de Poeminha em Língua de Brincar, de Manoel de Barros.

MANOEL-DE-BARROS

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