Felicidade…

”Muita gente só é capaz de uma felicidade reduzida: o facto de a sua sensatez não poder proporcionar-lhes mais felicidade não constitui um argumento contra ela, não mais do que se deve ver um argumento contra a medicina no facto de serem algumas pessoas incuráveis e outras sempre doentias. Que cada um possa ter a hipótese de encontrar justamente a concepção da vida que lhe permita realizar o seu máximo de felicidade: isso não impede necessariamente que a sua vida permaneça lastimável e pouco invejável.”

Friedrich Nietzsche, in ‘Aurora’.

É certo que o modo como cada um de nós busca a felicidade, e como depende imensamente de nós o ser ou não feliz. É bem verdade que o conceito de felicidade varia com o que cada um carrega em seu interior e até mesmo, na espiritualidade de cada um; se assim não fosse, como explicar a felicidade naqueles que possuem tão pouco?  E, no entanto são genuinamente felizes nesse pouco que têm?
Na atual sociedade do imediatismo em que vivemos, a felicidade encontra-se intimamente ligada à possessão de bens materiais, ao consumismo e à satisfação de egos e das belezas superficiais. O ser humano é feliz na obtenção e possessão de coisas, objetos, muitas vezes supérfluos e que no fundo servem como escapes daquilo que não se tem. O ritmo alucinante que conduzimos nossa vida nos impede de ver e buscar aquilo que na realidade vale a pena. Aquilo que é o cerne ou essência da felicidade: a satisfação pelo amor às coisas simples da vida. Essa felicidade é sem sombra de dúvida o reflexo interior da alma de cada indivíduo. Vivemos sem nos importar com o que sentimos e isso é a projeção exterior do nosso equilíbrio. A felicidade é pura e é simples. Vivemos de pequenos momentos de felicidade. Aprende-se a viver em plenos e breves momentos que acabam por se tornar eternos, pela felicidade que proporcionam. A felicidade reside num olhar, num gesto ou numa palavra, num toque. A felicidade reside numa memória de um amor sempre presente na lembrança. A felicidade reside em saber que existem pessoas que te fazem sorrir do nada, somente por lembrar que elas existem. Que te fazem brotar sorrisos lá do fundo do coração, pela lembrança boa que elas te causam. Ser feliz é fazer os outros felizes. Um sorriso radioso, uma palavra sincera, um abraço caloroso ou um beijo carinhoso.
Ser feliz é querer a tua felicidade e a do outro,  é querer o bem, incondicionalmente.
Ser feliz é ser autêntico…
É sentir-se bem com o outro e compartilhar situações…
Felicidade é perder-se na memória relembrando momentos.
É lembrar-se do olhar e ver dentro desse olhar a pessoa mais linda do mundo!
Que maior felicidade pode existir quando nos perdemos no olhar do outro, e lá encontramos o amor que atravessou o tempo  … Isso é felicidade…

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